50 years of love for Rio !!

Nosso fundador, visionário e pioneiro criou os Camarotes na Avenida para assistir aos Desfiles das Escolas de Samba. 


O ano era 1976, os desfiles ainda ocorriam na Av. Presidente Vargas, na altura do Mangue. O carnaval valorizava cada vez mais o luxo – não à toa, foi o ano em que, após quase quatro décadas, as escolas ditas mais tradicionais: Portela, Mangueira, Império Serrano e Salgueiro, perderam o posto de campeã para a rica Beija-Flor de Nilópolis, pelas mãos do gênio criativo, Joãozinho Trinta, que também foi capa da Revista Rio Samba e Carnaval em 2004. Em sintonia com os novos tempos, Maurício, propôs ao prefeito da época, Marcos Tamoyo, o lançamento dos primeiros Camarotes para assistir aos desfiles das Escolas de Samba. A ideia era instalar, na base das arquibancadas, cabines mais confortáveis que seriam vendidas a valores mais altos. O aceite veio com uma condição: que ele comprasse os dois primeiros. Ele não tinha o valor e recorrendo às economias de sua mãe, cumpriu o trato. Em duas semanas todas as 55 cabines, estavam vendidas, incluindo as duas dele. Foi aí que surgiu mais uma das histórias curiosas do empresário: Recebeu uma ligação de ninguém menos que, o já poderoso, Walter Clark, diretor da TV Tupi na época. Ele queria uma cabine e não tinha mais nem uma. Ele não poderia deixar de atendê-lo. Chamou o empreiteiro Sérgio Lopes para ir com ele na Av. Presidente Vargas e expos o problema, a resposta inicial foi - “impossível!”. A única forma de atender à essa solicitação, era retirar uma árvore que impedia a construção do camarote extra, o que inicialmente apavorou o empreiteiro - “de forma nenhuma, eu não quero ser preso”. No fim das contas, o Maurício, com seu exímio talento de vendedor, o convenceu e com uma “draga”, no meio da noite, replantaram a árvore 5 metros pra frente, onde a mesma encontra-se viva até hoje, próxima ao edifício “Balança, Mas Não Cai”, como um marco dessa história.


Mas engana-se quem imagina que os camarotes da época lembram as grandes estruturas de hoje. Eram cabines simples, no nível da pista, sem ar condicionado, onde cabiam no máximo dez pessoas. Oito anos depois, faça-se justiça:  concretizou-se o sucesso de sua sugestão e de se construir um espaço definitivo para os desfiles, ideia de Amauri Jório – A Passarela do Samba portanto teve projeto liderado por Darcy Ribeiro e desenhado pelo arquiteto Oscar Niemayer. Popularmente chamado de Sambódromo, que contemplou em sua estrutura, os Camarotes de criação original de Maurício Mattos. De lá pra cá, o espaço de hospitalidade Rio Samba e Carnaval tornou-se um dos principais camarotes da Avenida, reconhecido pela decoração luxuosa, assinada por carnavalescos e arquitetos como: Renato Lage, Alex de Souza e João Uchoa, com buffets sempre de nível internacional, como sempre comenta Milton Cunha “Puro Glamour”. Por décadas foi a referência de como realizar network em um evento, teve a presença das maiores empresas do país em seu camarote e em camarotes corporativos que produzia como ninguém.

Nossa história é parte integrante da história do Carnaval Carioca.